domingo, 26 de maio de 2013

De alguns absurdos da moral judaico-cristã, da intolerância, da ideia de família, da estupidez humana e do amor de Deus

Por que falar de algo que as pessoas razoáveis já estão cansadas de saber? Porque elas são poucas, são raras, quase sobrenaturais...

 
Confesso que nunca entendi como algumas pessoas conseguem desejar com tanto vigor uma igualdade entre os seres humanos, seres por natureza tão diferentes... É claro que, para os razoáveis, eu não precisaria dizer que não me refiro aqui a igualdade de direitos e deveres e de humanidade, que são tão óbvias que nem mereceriam ser citadas... Mas como sabemos, os razoáveis são poucos, então melhor prevenir, né? Fica dito... 
A igualdade abominável e funesta é aquela tantas vezes ambicionada pelas religiões e sistemas despóticos e totalitários. A igualdade de gostos, crenças, valores etc...
 
 
Dentre as muitas insanidades desses nossos tempos, uma em especial vem me causando náuseas: a intolerância e a imoralidade da moralidade judaico-cristã. De Deus muito pouco se sabe. Entretanto, somos forçados, diante de um pequeno esforço de reflexão, a aceitar que, se existe um ser supremo, criador de todas as coisas, pai ou mãe (e aqui não existe gênero) de todos os seres, este ser deve se fazer sentir ou entender por uma única palavra: amor. Isto posto, é absurdo pensar que este mesmo Deus poderia ser vingador, poderia eleger alguns em detrimento de outros, como muitas pessoas tentaram e ainda tentam nos fazer crer. Estupidez! Santa estupidez humana! Como aceitar que Deus tenha amaldiçoado algo? Como? Isto fere a inteligência humana, um dos mais divinos de nossos atributos. Crer num Deus raivoso, vingativo, que seleciona seus eleitos segundo caprichos aleatórios e tão vulgares, é um disparate tão grande que chega a embrulhar o estômago. Se assim O fosse, não haveria esperança para o mundo... E muitos dizem que não há mesmo. Todavia, se há ou não, este já é outro problema, e deixemos a metafísica para reflexões mais elevadas. Aqui, embora tratando-se de Deus, a conversa é bem mais embaixo, no lamaçal; bem mais humana ou quem sabe pré-humana. Que dizer dos que pregam o amor de Deus, mas abominam o amor humano? Que dizer dos que defendem a ideia de família, mas que a destroem na prática. Pessoas de mesmo sexo não podem se amar? Não podem formar uma família? Façam um exercício, reparem as famílias nos parques, praias, praças, shoppings e afins. Reparem se puderem... Reparem se conseguirem achar alguma. Mas olhem além das aparências... Vejam as mães que levam os filhos para passear e que, no entanto, levam também uma babá para segurá-los enquanto mexem no smart phone, no computador, enquanto pensam no trabalho, na academia, e que não enxergam o gol que o filho acaba de fazer no futebol com os amiguinhos, no novo movimento que ele aprendeu, em como ele cresceu... Observem  os pais, a maioria ainda tão machista; e não por natureza, mas por comodismo, conveniência, por imbecilidade masculina... Reparem nos pais que não conseguem abraçar seus filhos, que agridem-nos e também agridem suas mulheres... Reparem os pais que se limitam a não deixar faltar nada. Que pensam que o tudo vem apenas com dinheiro, e nem imaginam que a atenção e carinho é que são fundamentais para os filhos. É essa a família que queremos? É por essa família que estamos lutando? Se assim o for, é melhor que a família desapareça deste mundo; é melhor que façamos como Platão propôs em sua República... Entretanto, e felizmente, família ultrapassa e muito esse discurso raso e mascarado que os conservadores cristãos tem falado tanto. Família é a união, e não apenas consanguínea, de pessoas por meio do afeto e amor verdadeiro e mútuo. Não importando a configuração que essa família venha a ter. Tudo muda, tudo está em movimento, tudo é devir... Portanto está na hora de mudarmos também, de ultrapassarmos as babaquices que nos vem sendo transmitidas há tanto tempo. Ah, a religião... As ideologias nefastas que tentam se impor por meio do medo de um poder absoluto. Pastores e líderes religiosos em geral, reflitam sobre suas ações. Os senhores e as senhoras que conseguem falar para tantas pessoas e que são muitas vezes referências para estes coitados, reflitam! Vocês que formam tantas opiniões, reflitam se estão mesmo promovendo a tão falada fraternidade cristã! Cristo algum dia repudiou alguém? Condenou alguém? Pediu algo além do amar toda pessoa como a um irmão?  
 
 
E a verdade vos libertará... E a verdade é que o amor não tem gênero, que família existe onde as pessoas se amam... A verdade é que Deus não escolhe alguns, mas todos; e todos os males e desgraças do mundo são, em sua grande maioria, causados por nossas imbecilidade, intolerância e falta de reflexão. Então lutemos contra esses males! Lutemos contra nossa ignorância! Oremos a Deus e peçamos discernimento, sabedoria e mais amor. Busquemos não os dogmas religiosos, mas as lindas obras do pensamento humano que, senão trazem a verdade, destroem as mentiras que se querem verdades. Esperemos um pouco mais para ler a bíblia; estudemos mais antes de tentar ler uma das mais controversas, alegóricas e alteradas obras da humanidade. Estudemos mais antes disso; filosofia, história, lógica, sociologia, literatura... Tomemos o exemplo de Jesus como guia; exemplo de paciência não conformista, de inteligência e de tolerância. Os ritos, embora eu os ache em sua grande maioria absurdos, apresentam sua validade para a massa que necessita de algo que facilite a conexão com Deus e consigo mesma; e desde que também sejam filtrados. Quanto aos dogmas, descartemos todos! Mas de forma paulatina, pois os olhos que há tanto estão na escuridão, precisarão de tempo pra se adaptarem a luz... Todavia, não adiemos mais a busca pela luz...
 
Que Deus nos ilumine...